quinta-feira, 27 de outubro de 2011

UM ÍNDIO



  
Um Índio

Um índio descerá de uma estrela colorida brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul na américa
Num claro instante.

Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas
Das tecnologias.

Virá
Impávido que nem muhamed ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como peri
Virá que eu vi
Tranqüilo e infalível, como bruce lee
Virá que eu vi
Axé do afoxé filhos de gandhi.

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto, em cheiro,
Em sombra, em luz, em som magnífico.

Num ponto equidistante entre o atlântico e o pacífico
Do objeto sim resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará
Não sei dizer assim de modo explícito.

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio.